Voluntários dão vida à Virada Inclusiva
02 DE dezembro DE 2011
A fazenda, 1985 (Maria José) - Exposição Com Acúcar & Com afeto - Arte Naïf
Profissional experiente em locução de filmes e em audiodescrição, Raimundo que é sócio da biblioteca, explica por que decidiu ajudar: "Quando ouvimos a proposta da BSP, percebi que poderíamos doar um pouco do nosso conhecimento sobre audiodescrição, para que as pessoas com deficiência visual também tivessem a mesma oportunidade de contemplar a arte, que nós, videntes, temos. E nos dá muito orgulho fazer esse trabalho voluntário na biblioteca do bairro em que moramos. E contribuir para que a acessibilidade faça parte do cotidiano da nossa comunidade nos dá muito prazer".
É, mas para quem pensa que audiodescrição é tarefa simples, vale fazer contas: para que os cegos possam imaginar a arte primitiva exposta na BSP, Raimundo e Ivanise estão pesquisando há duas semanas para fazer o texto de cada uma das 35 telas. Eles contaram com a contribuição de um amigo com experiência em audiodescrição de artes plásticas. "Queremos fazer um bom trabalho, à altura da biblioteca e de quem vier para ver a exposição", diz Raimundo.
Raimundo gostaria de mais iniciativas como a da Virada Inclusiva. "Gostaríamos muito que nesse evento, não só as pessoas com deficiência visual, mas todos os videntes, e mesmo pessoas com outra deficiência, percebessem que o acesso à cultura e à educação são direitos de todos. E que a partir desse evento novas portas se abram e a audiodescrição não esteja presente apenas nessa data, mas em todos projetos. É o que realmente desejamos", conclui.
Já no domingo, dia 4, a audiodescrição será realizada por Lívia Motta e Fátima Angelo. "É muito importante que mais pessoas conheçam a audiodescrição e que percebam que é possível tornar a arte acessível para o público com deficiência visual, fazendo uso deste fantástico recurso de acessibilidade comunicacional. Também vejo como essencial a aproximação desse público das artes cênicas e das artes visuais, das quais sempre foram excluídos. Todas as oportunidades de mostrar que isso é possível são bem-vindas. Além disso, mesmo para o público que enxerga, participar de uma exposição de Arte Naif com acessibilidade poderá contribuir para expandir o olhar, perceber mais detalhes nas obras e melhor apreciá-las", diz Lívia.
A equipe da BSP imprimiu as telas numa impressora especial, em auto-relevo, que permite a pessoas de baixa visão e aos cegos sentir pelo tato os detalhes das reproduções das pinturas.
Detalhe da tela A fazenda, de Maria José, em auto-relevo
Confira aqui a programação completa da Virada Inclusiva.
A Biblioteca de São Paulo agradece a participação dos voluntários que contribuíram para a realização do evento:
Alessandra Leles
Danielle Britto
Desireê M. Rodrigues
Fátima Angelo
Geisa Sousa Santos
Irene de Barros Pereira
Isabel Bertevelle
Ivanise Boal Deodato
Kica de Castro
Lívia Maria Villela de Mello Motta
Priscila Menucci
Raimundo Deodato Junior
Robson de Paula
Rui Antônio do Nascimento
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