Viagem Literária e a Cia. do Liquidificador deixam uma mensagem de liberdade
22 DE maio DE 2019

Uma história contada com ilustrações que acontecem simultaneamente à narração - e aberta para receber a imaginação das crianças com seus personagens e cenários fantásticos. Foi assim a apresentação feita pela Cia. do Liquidificador nesta terça-feira, dia 21 de maio, durante a passagem do Viagem Literária, programa que visa a interação entre os que produzem e fazem mediação de leitura, na Biblioteca Parque Villa-Lobos.
Tudo começou com um sonoro “bom dia” de boas-vindas dado pela contadora de histórias Letícia Calvosa a um grupo de crianças, na faixa de 3 a 5 anos, que estavam sentados na Oca com os olhares atentos e curiosos. Enquanto isso, a ilustradora Carla Hirata, riscava os primeiros traços em uma imensa folha de papel.
A história contada e ilustrada pela dupla parte do livro Siga a seta, de Isabel Minhós Martins e Andrés Sandoval. A trama se desenrola numa cidade repleta de setas, com indicações, regras e sentidos obrigatórios. É neste cenário que o menino, que segue a vida de seta em seta, vai se aventurar por novos caminhos.
O livro deixa espaço para a imaginação de quem lê viajar. E na experiência da contação não é diferente: as crianças participam com ideias sobre a sua cidade ideal e o que pode conter nela. Desta vez, surgiu uma lua redonda, com jeito de queijo e um astronauta de capacete que subia para chegar até ela por uma escada!
Ousadia, curiosidade e liberdade são temas que perpassam a história.
Antes de chegar a BVL, alunos do Colégio Renascença, localizado no bairro Barra Funda, em São Paulo, fizeram atividades relacionadas ao livro, mas sem ter contato direto com a publicação, sem ver as imagens. A ideia era instigar a imaginação sobre o tema. A turma da professora Renata Gross, de crianças com 3 anos, fez brincadeiras corporais e pesquisou o significado da palavra seta. Aqueles com 4 e 5 anos, coordenados pela professora Luciane Elkrief, se reuniram em roda para conversar sobre o que poderia haver em suas “cidades ideais”. “Neste semestre, estamos trabalhando com um projeto literário que envolve diferentes estilos narrativos e até a produção de um livro coletivo”, diz Luciane.
Segundo a coordenadora pedagógica do Ensino Infantil, Tânia Martin, que acompanhou o grupo, a saída da escola carrega consigo a riqueza da experiência. “Aproveitamos o contato com a natureza para fazer um piquenique no parque, antes da contação, depois conhecemos um espaço novo, outras pessoas, e a própria história que provoca o pensamento e a criatividade”.
Ficou com vontade de ler a história? Então, faça o empréstimo do livro na biblioteca.
Fotos: Equipe SP Leituras
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