Trilogia sobre escravidão
13 DE maio DE 2015
Autor dos livros 1808, 1822 e 1889, o jornalista Laurentino Gomes deixa o assunto monarquia de lado para se dedicar a relatar a história da escravidão no Brasil. O tema renderá outra trilogia a movimentar o mercado editorial a partir de 2019, conforme anunciou o próprio escritor na tarde desta segunda-feira, 11 de maio.
Laurentino, ao usar a página que mantém no Facebook para revelar seu mais novo trabalho como autor, lembrou que a primeira obra a respeito do período escravocrata deverá ser lançada meses após a Lei Áurea completar 130 anos. “Esse é um passivo histórico que os brasileiros ainda não conseguiram resolver”, publicou o jornalista.
Pela fan page, ele relembrou o posicionamento do escritor e diplomata pernambucano Joaquim Nabuco (1849 - 1910), que via o país como condenado ao atraso enquanto não resolvesse a herança escravocrata. “Para ele, não bastava libertar os escravos. Era preciso incorporá-los à sociedade como cidadãos de pleno direito, o que até hoje não aconteceu de fato”, analisou Laurentino.
“Por essa razão, escolhi a escravidão como tema dessa nova trilogia. Acredito seja o assunto mais importante de toda a nossa história”, comentou o premiado autor, que ainda destacou o triste papel do Estado brasileiro no período. “O Brasil foi o maior território escravagista do hemisfério ocidental por mais de 350 anos”.
Além da nova trilogia e viagens
Sem dar detalhes, Laurentino Gomes informou que tem outros projetos organizados, sendo alguns relacionados a “iniciativas na área audiovisual” e “livros em coautoria que serão anunciados em breve”. Apesar de outros trabalhos em vista, ele destacou: “a escravidão é o tema que vai dominar minha agenda pelos próximos seis ou sete anos”.
E por que tanto tempo para a produção da nova trilogia? O jornalista-escritor explicou. “É um trabalho de longo prazo, para ser concluído em 2021 ou 2022, porque exige pesquisas exaustivas em bibliotecas, museus e centros de estudos no Brasil e outros países. A bibliografia é enorme, com centenas de livros publicados aqui e no exterior. Como são livros-reportagem, vou percorrer três continentes – África, Europa e Américas – com o objetivo de entrevistar pessoas e visitar dezenas de lugares relacionados à história da escravidão”.
Fonte: Comunique-se
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