Quino não desenha mais
06 DE novembro DE 2013

O cartunista argentino Joaquín Salvador Lavado, mais conhecido como Quino, reconheceu durante homenagem recebida na 33ª Feira Internacional do Livro de Oaxaca, no México, que praticamente deixou de desenhar por problemas de visão. Mas afirmou estar satisfeito com suas histórias porque disse "quase tudo" que sentiu ao longo da vida.
"Pai" de Mafalda, Susanita, Felipe e outros personagens, Quino também falou que aos 81 anos deixou os lápis porque a idade pesa para este trabalho e lamenta, porque gostaria muitíssimo poder fazê-lo.
Se pudesse continuar, afirmou, suas tirinhas falariam sobre "a espionagem global, as migrações de um país a outro, da ilha de Lampedusa", episódio em que centenas morreram no litoral italiano, e "da guerra na Síria".
Antenado, celebra que esteja ao alcance de todos blogs e outros meios vinculados à internet que ampliaram as possibilidades de expressão para além dos jornais e outros veículos tradicionais.
Mas apesar de tudo Quino critica a apropriação indevida de seus personagens nas redes sociais: "Me cai muito, muito mal, sobretudo quando os utilizam politicamente. As pessoas acreditam que podem se apropriar dos personagens assim. Porque gostam deles acham que podem fazer o que der na telha, mas a mim incomoda", acrescentou.
Sobre sua trajetória, diz que sempre "fez humor político com problemas atemporais, dos que existem sempre, infelizmente". "Como os problemas do mundo não variaram muito acho que isso faz também com que o personagem siga tão atual. O desenhei há 30 ou 40 anos e ainda vale para hoje", diz.
Fonte: UOL/EFE.
Na BSP, você encontra os seguintes títulos de autoria de Quino:

10 anos com Mafalda
(Editora WMF Martins Fontes)
Este álbum reproduz as tiras desenhadas por Quino durante os dez anos em que produziu a Mafalda. O livro reúne em 13 temas todas as histórias da Mafalda - incluindo as batalhas diárias de Mafalda contra a sopa, em 28 tiras.

Toda Mafalda
(Editora Martins Fontes)
Mafalda é apenas uma garotinha. Gosta de brincar, de dançar e odeia tomar sopa. Mas, com apenas seis anos de idade, a menina criada tem plena consciência do mundo em que vive, cheio de injustiças, guerras e intolerância. Ela e sua turma gostam dos Beatles, mas questionam o insano universo dos adultos, suas manias e suas maneiras de encarar o mundo e a realidade. Esta edição contém as tirinhas publicadas por Quino, da primeira à última, e procuram mostrar, com humor e carisma, que ser politizado e consciente não significa ser pessimista, e, principalmente, não significa ser adulto.

Cada um no seu lugar
(Editora WMF Martins Fontes)
Nesta seleção de charges, o autor busca retratar as pessoas em seu cotidiano profissional, explorando o absurdo encontrado em situações banais do dia-a-dia.
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