'Quarto de despejo', de Carolina de Jesus, faz 60 anos e continua atual
20 DE agosto DE 2020
Traduzido para 13 línguas, "Quarto de Despejo" vendeu cerca de um milhão de exemplares ao redor do mundo. Em uma prosa poética e lúcida, Carolina descreve sua rotina doméstica, seu trabalho nas ruas e faz comentários sobre o estado de coisas em que vivia e no qual sofria toda sorte de preconceitos- cenário muito parecido com o atual, com exceção, claro, da pandemia. "Há de existir alguém que lendo o que eu escrevo dirá... isto é mentira! Mas as misérias são reais", escreveu ela há mais de seis décadas.
Carolina foi descoberta em 1958 pelo jornalista Audálio Dantas (1929-2018), durante a apuração de uma reportagem que deveria mostrar como era e como funcionava a favela do Canindé, na Zona Norte de São Paulo. Na hoje extinta comunidade, ele encontrou a "catadora de papéis" que escrevia em cadernos encontrados no lixo observações sobre seu cotidiano.
Após a publicação da reportagem “O drama da favela escrito por uma favelada” no diário "Folha da noite", ela publicou "Quarto de despejo" e outros livros, como "Casa de alvenaria" (1961) e "Pedaços de fome" (1963). Depois de sua morte, mais obras póstumas foram editadas.
Para ver os 37 cadernos originais de Carolina, deve-se ir até a cidade mineira de Sacramento, na região do Alto Paranaíba, onde ela nasceu em 14 de março de 1914. É lá que estão manuscritos da escritora.
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