Projeto de leitura e cidadania
06 DE julho DE 2016
Tião Rocha, educador do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD).[/caption]Tião Rocha, educador popular, antropólogo, folclorista e fundador do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD) desenvolve muitos projetos nas áreas da Educação Popular de Qualidade e Desenvolvimento Comunitário Sustentável, tendo a cultura como matéria-prima e instrumento de trabalho pedagógico e institucional.
Um deles é a parceira que nasceu em 2007 com a Prefeitura de Virgem da Lapa, no interior de Minas Gerais. Vale muito a pena ler o relato:
“Em 2007 foi inaugurada, como parte do projeto Virgem da Lapa: Cidade Educativa, a primeira biblioteca pública da cidade.
No dia da inauguração, o CPCD desafiou Virgem da Lapa a ser a primeira cidade brasileira onde a biblioteca funcionasse 24 horas – como os hospitais, artigos de primeira necessidade!
Na época, a biblioteca contava com pouco mais de 100 sócios. O prefeito, retrucando o desafio, prometeu uma festa no dia em que fossem alcançados 1.000 associados.
O desafio foi aceito, junto à promessa de uma nova festa quando batesse os 2.000 associados. Assim, Tião Rocha ia motivando a todos com suas metas ousadas: “Vamos tentar ser a primeira cidade brasileira com mais leitores que eleitores”, apostou.
Em julho de 2008, eram 1.038 sócios. A festa foi realizada. Neste mesmo dia, uma notícia deixou todos boquiabertos: desde a inauguração da biblioteca (há sete meses) uma menina de 9 anos, Jéssica, havia lido 210 livros!
Pronto! Mais um desafio! Virgem da Lapa teria que ter a campeã mundial de leitura de livros. Tudo registrado no “livrômetro” da biblioteca (tem cidade que gosta de mostrar o “impostômetro”. Outras poderiam mostrar o “lucrômetro”. Outras poderiam ainda, mostrar o “sonegômetro”ou o“corruptômetro”. Virgem da Lapa optou por mostrar o seu “livrômetro”, indicador de cidadania e acesso à cultura. É outro papo, né!).
Até dezembro de 2009, quando encerrou o projeto lá, havia mais de 5 mil livros no acervo e 35.506 empréstimos. Uma média de 1.613 livros lidos por mês por 1.458 sócios da biblioteca! E a Jéssica já havia lido 504 livros. Uma média de 23 livros/mês.
Os meninos e meninas de Virgem da Lapa começaram a correr esta maratona de cidadania e cultura, para se aproximar deste recorde. O Thulio, 12 anos, leu 407 livros (18 livros/mês). E o Joabner, 13 anos, leu 337 livros (15 livros/mês).
Jéssica, Thulio e Joabner tornaram-se os símbolos de uma causa. Uma causa para o país! Uma fonte de inspiração permanente e um estímulo para novas e boas aprendizagens e desafios.
Um dia (e que seja breve e que eu possa vê-lo) este país será campeão mundial de educação e baterá todos os recordes olímpicos de leitura e alfabetização.
Um país de Jéssicas, Thulios e Joabners não pode dar errado!
Tião Rocha - Maio/2016”
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