Professor Fabiano Fernandes Garcez trata do livro infantil como objeto que encanta
08 DE fevereiro DE 2021
Já Elaine surpreendeu a todos, ao compartilhar que, além de sempre dar livros de presentes para os filhos e as crianças amigas da família, até criou exemplares táteis, desenvolvidos artesanalmente. Atualmente morando nos Estados Unidos, Aline disse que, agora madrasta de uma menina de cinco anos, vem procurando trazer o universo da literatura brasileira para ensinar a língua portuguesa para a pequena, e a oficina veio ao encontro desse momento, que deve ter desdobramentos em sua trajetória de trabalho. Samira, que participa de um grupo que tem o Português como língua de herança, é editora de livros digitais e interativos, e ficou feliz com a oportunidade de saber mais sobre o tema. Para a baiana Mona Lisa, a leitura é algo recente. Ela conta que durante muito tempo não teve acesso nem oportunidade de ler ou pegar em livros: "Eu tinha de lutar pra comer, para viver". "Só conseguia estudar quando estava em abrigos", acrescenta ela, que hoje é mestranda na Universidade Federal da Bahia.
Tocado por cada uma dessas e outras histórias da turma, Fabiano detalhou o objetivo dos encontros: mostrar o poder do livro infantil não só como fonte da narrativa nela presente, mas todo o potencial artístico do objeto, a partir de sua arquitetura, capa, fontes, escolhas de formato, entre outros aspectos. Ao final das aulas, espera-se, inclusive, que os participantes escrevam resenhas sobre os títulos trabalhados, que poderão ser publicadas no site do Literatura Brasileira no XXI.
Mas o primeiro dia de atividade não foi dedicado somente ao compartilhar de experiências e explicar a dinâmica das aulas. O professor trouxe um momento mágico para o encontro, com a apresentação de uma animação da canção "Livros", de Caetano Veloso. E o sábado somou ainda uma série de dicas de leitura e experiências de Fabiano com obras como "É o lobo?" (com texturas escondidas nas páginas e que costumam fascinar os pequenos), "Lampião e Lancelote", de Fernando Vilela, além de "Perfeito de todo jeito", de Domingos Pelegrini (para maiores) e "A menina dos livros", de Oliver Jeffers, entre outros. O professor lembrou ainda da efeméride que se aproxima: o Dia Nacional do Livro Infantil. A data - 18 de abril - é celebrada em função do nascimento do escritor Monteiro Lobato.
As indicações de leitura, de acordo com as etapas de crescimento das crianças, também foram abordadas na manhã de sábado. Por exemplo, para o "leitor" de cinco a sete anos, a dica é escolher livros com diferentes personagens e que evidenciem comportamentos e pensamentos estimuladores da imaginação, da emoção e dos sentimentos dos pequenos. Importante acrescentar que Fabiano é autor dos livros ”Poesia se é que há” (2008), ”Diálogos que ainda restam” (2010), ”Rastros para um testamento” (2012), “Em meio aos ruídos urbanos” (2016) e ”Badaladas de uma preliminar” (2020).
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