Prêmio São Paulo de Literatura
02 DE agosto DE 2012
O anúncio aconteceu em evento realizado no auditório da Biblioteca de São Paulo e contou com a presença de profissionais da imprensa e membros da Secretaria da Cultura. Também estavam presentes integrantes da SP Leituras, organização social de cultura responsável pela gestão da BSP e que passa, a partir deste ano, a organizar o Prêmio São Paulo de Literatura em parceria com a Unidade de Bibliotecas e Leitura (UBL).
Adriana Ferrari, coordenadora da UBL, abriu o evento e falou sobre objetivo do prêmio, que é promover o incentivo à leitura e à criação literária. O secretário de Estado da Cultura Marcelo Mattos Araujo falou sobre a importância de projetos de estímulo à leitura, que aproximam os leitores dos livros e seduzem os não leitores. Afirmou também que a UBL, a mais recente entre as unidades da Secretaria está, aos poucos, assumindo a organização de todos os programas relacionados aos livros e à leitura.
Adriana Ferrari, coordenadora da UBL, e Marcelo Mattos Araujo, secretário de Estado da Cultura, abrem evento que anunciou os 20 finalistas ao Prêmio Prêmio São Paulo de Literatura 2012 (foto: José Cordeiro)
Os nomes dos vencedores serão anunciados no dia 24 de setembro, em cerimônia no auditório do Museu da Língua Portuguesa. Até lá você pode acompanhar as novidade sobre o prêmio no site oficial e consultar as obras finalistas no acervo da BSP.
Finalistas na categoria Melhor Livro do Ano
Adriana Lunardi
A vendedora de fósforos (Rocco)
Uma mulher aproveita a folga de fevereiro para pôr em ordem a sua estante de livros. No meio da arrumação, é surpreendida por um telefonema - a irmã mais nova, que mora em outra cidade, foi internada após mais uma tentativa de suicídio.
Bartolomeu Campos de Queirós
Vermelho amargo (Cosac Naify)
Um narrador em primeira pessoa revisita a dolorosa infância, marcada pela ausência da mãe substituída por uma madrasta indiferente. Há os irmãos, filhos de um pai que não larga o álcool e de uma madrasta que serve em todas as refeições fatia cada vez mais finas de tomate. Eles desenvolvem diversas anomalias para tentar suprir a ausência de afeto e a saudade da mãe - um come vidro, a outra não larga as agulhas e o ponto cruz.
Domingos Pellegrini
Herança de Maria (Leya)
Quem é a mulher que, para proteger o filho, é capaz de enfrentar a ditadura, estalando tapa em soldado boca-suja? Não, ele não tinha uma mãe comum. E, por isso, ali, diante de seu corpo inerte, ele sofria com o destino que a esperava - passar meses, anos, vegetando? Que morte deveria ter aquela mulher forte, íntegra, corajosa? Esta obra traz a história de uma mulher simples capaz de operar 'milagres' na vida daqueles que a conhecem.
Hélio Pólvora
Don Solidon (Casarão do verbo)
Ninguém persegue João Pedro. Se a vida não lhe sorri, também não o condena. Então, por que tantas andanças a esmo, tanta inquietude na casa paterna, ou no Rio de Janeiro, em Londres e Copenhague? Um bicho, talvez a ave de rapina kafkiana, entrou nele pela boca e lhe despedaça as entranhas. A absorção de conflitos novos poderá lhe ser fatal.
Luiz Ruffato
Domingos sem Deus (Record)
A obra é o quinto volume de Inferno Provisório, cartografia do proletário e da (sobre)vida que leva. Em forma de denúncia literária, o autor apresenta a vida dos invisíveis, dos desgraçados, dos desterrados e dos esquecidos.

Luiz Vilela
Perdição (Record)
O jovem pescador Leonardo, convencido a se tornar um pastor, parte para a capital para exercer sua função e acaba obtendo muito dinheiro com a exploração da fé alheia. Ao começar a enfrentar dificuldades, volta à sua cidade natal, onde vai experimentar a decadência moral e física.

Michel Laub
Diário da queda (Companhia das Letras)
Um garoto de treze anos se machuca numa festa de aniversário. Quando adulto, um de seus colegas narra o episódio. A partir das motivações do que se revela mais que um acidente, cujas consequências se projetam em diversos fatos de sua vida nas décadas seguintes - a adolescência conturbada, uma mudança de cidade, um casamento em crise -, ele constrói uma reflexão sobre identidade, afeto e perda. São três gerações, cuja história parece ser uma só; são lembranças que se juntam de maneira fragmentada, como numa lista em que os fatos carregam em si tanto inocência quanto brutalidade.
Paulo Scott
Habitante Irreal (Alfaguara)
Neste novo romance de Paulo Scott, o livro mais ambicioso de um dos mestres da literatura contemporânea brasileira, obra contemplada com patrocínio da Bolsa Petrobras de Criação Literária, a trama tem início na Porto Alegre de 1989.
Silvio Lancellotti
Em Nome do Pai dos Burros (Global)
A história se desenrola no dia 13 de outubro de 1977 - marcado, na História do Brasil, por dois episódios marcantes - a queda do general Sylvio Frota, um dos baluartes da chamada 'linha dura' que remanescia do golpe militar de 1964; e o primeiro título paulista do Corinthians depois de quase 23 anos de abstinência. Conheça a jornada de Marcello Brancaleone, um jovem editor, adversário do golpe e torcedor do Corinthians, alinhando-se a esses dois eventos.
Tatiana Salem Levy
Dois Rios (Record)
Nas areias da praia de Copacabana, uma francesa de cabelos revoltos e andar desengonçado se aproxima de Joana e altera o curso dos seus dias. No metrô de Paris, Antônio é arrebatado pela imagem da jovem francesa de cabelos cheios que arrasta uma mala pesada vagão adentro. Essa mulher, Marie-Ange, cruza os caminhos de Joana e Antônio, irmãos gêmeos que dividem uma perda do passado e um segredo contido nas ondas da Ilha Grande.
Finalistas na categoria Melhor Livro do Ano - Autor Estreante
Ana Mariano
Atado de Ervas (L&PM)
Neste romance, o pano de fundo é a vida campeira, do galpão de estância à sala de jantar, tendo como pano de fundo episódios reais do Rio Grande do Sul e do Brasil em meados do século XX. Figuras históricas como Getúlio Vargas e João Goulart - tratados como estancieiros amigos da família - surgem nas notícias de rádio, tempos de profundas mudanças no campo e na cidade.

Bernardo Kucinski
K. (Expressão Popular)
Em 1974, durante a ditadura militar, um jovem casal desaparece sem deixar o menor sinal. Após buscas incansáveis e muito sofrimento, descobre-se que eles eram militantes da resistência e tinham sido sequestrados, torturados e assassinados. O senhor K., o protagonista, fica dilacerado em seu amor paterno e sente-se culpado por não ter percebido o que acontecia com a filha.
Chico Lopes
O Estranho no Corredor (Editora 34)
Um homem solitário, com aspirações a escritor, leva uma vida discreta, sobrevivendo precariamente como professor numa escolinha de inglês, gastando o tempo ora com o diário onde anota memórias de infância, ora com um círculo de conhecidos. A esse quadro - estático apenas na aparência, pois que dotado de enorme tensão interior - vem se somar uma aparição misteriosa e ameaçadora.
Edmar Monteiro Filho
Fita Azul (Babel)
O tempo e a construção da memória são protagonistas desta história, contada através de relatos de experiências de uma personagem feminina e suas recordações, nas quais o limite entre a realidade e a imaginação busca ser relativizado. A autor valeu-se de recordações próprias aliadas a histórias de familiares e de conhecidos. No entanto, não pretende ser um texto de memória, mas sobre a memória.

Eliane Brum
Uma Duas (Leya)
Esta obra trata da relação entre mãe e filha. Desde que seu pai deixou a família, diante de circunstâncias surpreendentes, a jornalista Laura e sua mãe, Maria Lúcia, mantêm uma relação distante, quase inexistente. Porém, um grave problema de saúde de Maria Lúcia acaba forçando a convivência das duas novamente.

Júlian Fuks
Procura do Romance (Record)
Existe uma história, se toda metáfora e toda memória são insatisfatórias? Ao escrever, Julián Fuks aplica-se no combate entre a consciência extrema da narração, comandada pela desconfiança de que toda palavra é um desvio das ocorrências.

Luciana Hidalgo
O passeador (Rocco)
Neste romance, Afonso (primeiro nome de Lima Barreto) amaldiçoa a reforma urbana empreendida pelo prefeito Pereira Passos no início do século XX, enquanto flana por um Rio de Janeiro em estado de transformação, efervescente e afrancesado. Misturando ficção e dados reais, a autora conduz o leitor num passeio surpreendente pela belle époque carioca.
Marcos Bagno
As Memórias de Eugênia (Positivo)
A protagonista e narradora desta história relaciona-se com o mundo e as pessoas de uma forma bem particular - Eugênia é uma árvore que presencia o surgimento e o crescimento da cidade onde vive e sofre as consequências do progresso.
Susana Fuentes
Luzia (7 Letras)
Um papel importante espera Luzia nos palcos da vida. Riscando histórias no seu caderno e arriscando-se nos palcos, ela percebe que, em vez de viver assombrada, deve ser mais rápida que seus próprios medos. Entre ler, escrever, atuar e viver, a personagem embarca numa viagem íntima que a levará a reinventar a sua inocência ferida na infância e a redescobrir sua força.

Suzana Montoro
Os Hungareses (Ofício das Palavras)
Existe um fato alegórico que representa o romance, a mudança de nacionalidade da aldeia. O não falar que este momento provoca permeia todo o relato. Os personagens narram suas relações, porém a interação deles é pobre como a linguagem que perderam A autora traz a saga de um povo sofrido, pobre, sem recursos, em meio a guerras, mortes, separações, doenças, mas que mantém sempre uma alegria e uma maneira de encarar a vida.
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