Perfil BSP: Conheça Rodrigo Leandro
20 DE dezembro DE 2011

Rodrigo Leandro é assistente-administrativo da SP Leituras, organização social de cultura responsável pela gestão da Biblioteca de São Paulo. Além de ajudar no escritório com a papelada, bate prego na parede, troca lâmpada, vai ao banco... É o que a gente pode chamar de um ‘faz tudo’. Às vezes é convocado para levar documentos até a BSP. Não reclama. Só não gosta de andar de metrô e de ônibus: “Tudo lotado, mó muvuca, mano!”. Prefere seu veículo particular, uma XRE-300, Honda, para ir do escritório central, na Consolação, até a biblioteca, em Santana. “Dois palitos”. Simpático, brincalhão, está pronto para colaborar com todos. “Sou que nem o McDonald's, parça: eu amo muito tudo isso!”.
Esse amor por moto e liberdade vem do tempo que trabalhava, como mensageiro, na Fertizinco, empresa de micronutrientes, que fica em Arujá. Com a sua possante, ainda fazia ‘uns biquinhos’ à noite, na Gêmeos Esfiha.
Rodrigo acha o trânsito de São Paulo complicado e perigoso. Dos tempos de motoboy, só caiu uma vez, nada grave: “Dei uma zoada no joelho e na mão, mas tudo bem, graças a Deus! Não vi o rastro de óleo diesel no cruzamento... Minha vida não é fácil, mano. Saio de casa bem cedo, pego a Avenida do Estado, e já vejo um cara estendido. Faço um nome do pai, dou uma orada e vazo. Vamo que vamo!”. Fora das obrigações do escritório, faz trabalho voluntário para a igreja evangélica Arca da Aliança, da Vila Prudente: entrega cestas básicas em favelas. “O povo lá tá precisando. Tudo gente boa.”
O assistente-administrativo lembra-se perfeitamente do dia que começou o ‘trampo’ na SP Leituras: 21 de julho de 2011. Ele nunca havia entrado em uma biblioteca antes.
“Fiquei perdidão quando entrei pela primeira vez na Biblioteca de São Paulo. O que que é aquilo, mano? Mas fui me acostumando, hoje já estou ninja”.
Rodrigo, 34 anos, é casado com Priscila, pai de Leonardo, de 9. Seu hobby? “Futebol, skate, surfe e tudo que está relacionado com o esporte e o perigo”. De tanto entrar e sair da biblioteca, tomou gosto pela leitura. Já devorou dois livros do Nelson Motta, a biografia de Tim Maia, Vale Tudo (“Gostei. Ele era muito louco, meu; apesar das trapalhadas que ele fez, cantava pra caramba, show de bola!”), e Bandidos e Mocinhas (“Esse aí, achei mais ou menos...”). Agora, anda pra baixo e pra cima com a A Cabana, de William P. Young (“Irado! Tô gostando, tô na página 50. O cara toma uns goró, bate na mulher... Depois eu te conto”). Escolhe os livros no ‘olhômetro’, mas aceita sugestões. “Não quero parar de ler, nunca mais!”
“Meu estilo é livre, circense, acrobático, simples e humilde. Meu lema é o seguinte: pode ir par que não dá ímpar. Amo a minha vida!”
Texto por Leonel Prata
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