Nascimento de Georges Simenon
13 DE fevereiro DE 2014
Há 111 anos nascia Georges Simenon, escritor belga, autor de 192 romances, 158 novelas, contos e artigos sob 27 pseudônimos diferentes.
Seu personagem mais famoso é o Comissário Maigret, presente em 75 novelas e 28 contos, e que conquistou um lugar cativo no seleto grupo de detetives imortalizados pela literatura de suspense.
Diferente de muitos autores de hoje, que tentam construir uma complexa intriga, Simenon propunha enredo simples e personagens fortes. Seus melhores romances são baseados em intrigas em pequenas vilas de província, envolvendo figuras de aparência respeitável.
Aos 15 anos, Simenon tornou-se repórter de generalidades no jornal católico Gazette de Liège. Os textos eram apreciados pela fluidez e pelo tom cáustico, e ele passou a fazer a cobertura literária e artística. Escrevia também colunas humorísticas e colaborava com outros periódicos, depurando assim seu estilo e demonstrando eficiência na escrita (de 1919 a 1922 escreveu quase 800 textos).
Foi durante o tenso período do entreguerras que Simenon se estabelece como escritor. Em 1920, escreveu o primeiro romance, Au pont des arches, publicado no ano seguinte sob o nome de Georges Sim.
Para sobreviver, Simenon passou a escrever romances populares – histórias melosas ou relatos de aventuras – em ritmo industrial e sob os mais diversos pseudônimos: Jean du Perry, Georges Sim, Christian Brulls, Luc Dorsan, Gom Gut, Georges Martin-Georges, Georges d’Isly, Gaston Vialis, G. Vialo, Jean Dorsage, J. K. Charles, Germain d’Antibes, Jacques Dersonne.
Em setembro de 1929, o comissário Maigret fez sua primeira aparição na história Train de nuit, ainda num papel secundário. O comissário da Polícia Judiciária francesa rivaliza com os mais célebres personagens de romances policiais, como Sherlock Holmes e Hercule Poirot, e é, sem dúvida, o mais humano dos detetives da literatura, movido por enorme compaixão humana e para quem a compreensão psicológica dos suspeitos é tão útil quanto o raciocínio.
Com o acirramento das tensões políticas pré-Segunda Guerra Mundial, a publicação de livros na França foi dificultada e Simenon quebrou a média de quatro ou cinco livros escritos por ano.
Em 1945, foi para os Estados Unidos, onde seu prestígio literário cresceu.
Em 1972, decidiu parar de escrever. Maigret et M. Charles é o 192º e último romance.
A Biblioteca de São Paulo possui diversos livros do escritor Georges Simenon. Confira:

Um crime na Holanda
Quando chegou a Delfzijl, numa tarde de maio, 'noções básicas' era tudo o que Maigret tinha sobre o caso que o chamava para aquela bonita cidade do extremo Norte da Holanda. Um certo Jean Duclos, professor da Universidade de Nancy, fazia uma turnê de conferências pelos países do Norte. Em Delfzijl, era hóspede de um professor da Escola Naval, o sr. Popinga. Como o Popinga fora assassinado, apesar de o professor francês não estar sendo formalmente acusado, fora solicitado a não sair da cidade e a manter-se à disposição das autoridades holandesas.

Maigret e o mendigo (Audiolivro)
Um homem acaba de se afogar no rio Sena. Teria sido suicídio ou homicídio? Maigret é chamado para ajudar e, durante as investigações, depara-se com uma suposta testemunha, um intrigante mendigo. Trecho do livro: A sirene de um rebocador se fez ouvir várias vezes e passou lentamente, tornando a subir a corrente com quatro barcaças atrás dele. Cada vez que uma delas chegava à altura do Zwarte Zwaan, Jef Van Houtte erguia o braço para cumprimentar a tripulação. – O senhor conhece o homem que se afogou? – Nunca o vi mais gordo. Jules Maigret é o mais famoso personagem do escritor belga Georges Simenon (1903-1989), um dos autores mais lidos e cultuados do século XX. Taciturno, amante do cachimbo e de uma boa cerveja, o inspetor Maigret conquistou – em 75 romances e várias histórias curtas – legiões de admiradores em todo o mundo. Lançando mão de sua profunda compreensão da natureza humana como principal instrumento na solução de crimes, tornou-se um marco da literatura policial, ao lado dos mais célebres investigadores, como Auguste Dupin, Sherlock Holmes, Hercule Poirot e Philip Marlowe.

Maigret e o corpo sem cabeça
Após terem obstruído o propulsor de um barco, várias partes do corpo de um homem são retiradas das águas do canal de Saint-Martin, em Paris, mas a cabeça está faltando. Maigret segue com suas investigações pelos arredores de um pequeno bistrô, frequentado por marinheiros e estivadores, no cais em Valmy. O dono do bistrô desapareceu. O cadáver sem cabeça é finalmente identificado por uma cicatriz. Prova-se ser do dono do bistrô, Omer Callas, e a suspeita recai sobre sua esposa e seu amante, o qual teve uma discussão violenta com Callas a respeito de uma herança.

Maigret e o finado sr. Gallet
O corpo de Emille Gallet é descoberto em um hotel em Sancerre. O comissário Maigret fica intrigado, pois parece que Gallet levava uma vida dupla. Verificou-se que ele não era o representante de vendas que todos pensavam ser, mas um trapaceiro que havia descoberto formas de chantagear algumas pessoas abastadas e, em particular, um lorde rico chamado Tiburce de Saint-Hilaire. Contudo, Gallet se tornou vítima de sua própria chantagem e tramou um esquema de seguro para beneficiar sua própria esposa. Somente Maigret, exímio conhecedor do comportamento humano, poderá encontrar as respostas para as tantas perguntas que pairam no ar.
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