Nascimento de Charles Dickens
07 DE fevereiro DE 2014

Há 202 anos, em 7 de fevereiro de 1812, nascia o escritor inglês Charles Dickens, um dos mais populares romancistas da era vitoriana. Dickens contribuiu em grande parte para a introdução da crítica social na literatura de ficção inglesa e, entre os seus maiores clássicos estão David Copperfield e Oliver Twist.
Ainda adolescente, o pai de Dickens foi preso por dívidas e o jovem autor precisou trabalhar em uma fábrica que produzia graxa para sapatos. As más condições de trabalho da classe operária se tornaram um dos temas mais recorrentes em sua obra.
Em 1832, conseguiu um emprego como repórter no jornal Morning Chronicle e passou a publicar crônicas humorísticas sob o pseudônimo de Boz, reunidas mais tarde como Esboços feitos por Boz. Com isso, Dickens ganhou espaço no jornal para apresentar os capítulos de As Aventuras do Sr. Pickwick, que estabeleceu o seu nome como escritor.
Em 1838, começou a divulgar, em folhetins semanais, Oliver Twist, obra na qual, primeira vez, males sociais foram apontados.
Em 1843, publicou o seu mais famoso livro de Natal, A Christmas Carol, e, em 1849, publicou David Copperfield, inspirado, em grande parte, na sua própria vida. Aos poucos sua obra se tornou mais crítica em relação às instituições inglesas.
Você já leu algum livro de Dickens? Veja o que você encontra na BSP:

Oliver Twist
Editora Melhoramentos
Inglaterra, século XIX. Oliver Twist chegou ao mundo numa noite bem fria e nada promissora. A mãe morreu em seguida, e ninguém tinha a menor ideia de quem fosse o pai. Órfão e pobre, o menino passou por todo tipo de privação, até ser vendido a um coveiro. Maltratado, acabou fugindo e foi viver nas ruas de Londres, onde conheceu Fagin, chefe de uma quadrilha de meninos especialistas em furto de joias. É o início de uma história cheia de desafios e reviravoltas. Obrigado a roubar, Oliver começa a se meter em uma grande enrascada, mas nem imagina que, em meio a tamanha confusão, o destino trará à tona os segredos de sua origem.
Um conto de duas cidades
Editora Nova Cultural
Considerado um clássico da literatura inglesa do século XIX, Um conto de duas cidades, trata ao mesmo tempo da realidade da Inglaterra e da França revolucionária. As duas cidades em questão são Londres e Paris. O conto foi publicado em forma de folhetins durante os anos de 1858 e 1869. Dickens toma como ponto de referência a Revolução Francesa para apontar os problemas sociais e políticos da Inglaterra, pois temia que a história se repetisse em seu país enquanto escrevia o romance. A narrativa tem início em 1775, quando começam a germinar os movimentos que culminariam na Revolução Francesa em 1779. Em meio a grandes injustiças e abusos por parte da nobreza, os camponeses e artesãos conformam-se com as injúrias, sabedores de que o tempo da vingança está próximo. Os personagens vivem a trama criada pelo autor e cada detalhe é importante para compor o desfecho da história.;Muito bem articulado, o conto percorre a segunda metade do século XVIII. Acontecimentos reais como a tomada da Bastilha, as prisões e seus condenados à guilhotina é o cenário onde se passa a história.;A leitura do livro é um desvendar de mistérios, onde nada acontece por acaso. A descrição das cenas ocorre nas duas cidades, envolvendo o leitor à medida que avança as páginas. O final é surpreendente, levando-nos à reflexão sobre o valor da vida e da morte, a justiça social, desencontros fortuitos e paixões desenfreadas que permeiam a narrativa. Um conto de duas cidades espelha um profundo realismo e a preocupação do autor com as desigualdades sociais e com as pessoas, inocentes ou culpadas, que foram envolvidas na tempestade das mudanças sociais.;Fica mais uma vez demonstrada a razão pela qual Charles Dickens é considerado o pai do romance social na literatura inglesa.

As aventuras do Sr. Pickwick
Editora Globo
As aventuras do Sr. Pickwick apresenta, em ritmo picaresco, as peripécias das personagens chaplinianas de um certo Clube Pickwick, cujo objetivo é investigar a vida da capital inglesa - resultando uma sátira ao cientificismo do século XIX. Ao mesmo tempo, o primeiro romance de Charles Dickens é um retrato humorístico da sociedade de seu tempo, com aquela objetividade que só a ficção pode conquistar.
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