Morre João Ubaldo Ribeiro
18 DE julho DE 2014
Foto: Revista Cult[/caption]Morreu na madrugada desta sexta-feira, 18 de julho, em sua casa no Leblon, Rio de Janeiro, o escritor e acadêmico João Ubaldo Ribeiro, aos 73 anos. O escritor ocupava a cadeira número 34 da Academia Brasileira de Letras.
Vítima de uma embolia pulmonar, João Ubaldo escreveu 10 romances, dentre os quais Sargento Getúlio, O sorriso dos lagartos, A casa dos budas ditosos e Viva o povo brasileiro. Em 2008, ganhou o Prêmio Camões, o mais importante da literatura em língua portuguesa, e dois Jabuti, em 1972 e 1984, como Melhor Autor e Melhor Romance do Ano, respectivamente por Sargento Getúlio e Viva o povo brasileiro.
Nascido em Itaparica (BA), em 1941, Ribeiro foi professor da Escola de Administração e da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal da Bahia e professor da Escola de Administração da Universidade Católica de Salvador.
Como jornalista, trabalhou como repórter, redator, chefe de reportagem, editorialista, editor-chefe no Jornal da Bahia e na Tribuna da Bahia. Como colunista, colaborou com as publicações Frankfurter Rundschau (Alemanha), The Times Literary Supplement (Inglaterra), O Jornal (Portugal), Jornal de Letras (Portugal), Folha de S. Paulo, O Globo, O Estado de S. Paulo, A Tarde, entre outras.
A formação literária de João Ubaldo Ribeiro iniciou ainda nos primeiros anos de estudante. Foi um dos jovens escritores brasileiros que participaram do International Writing Program da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos.
Aos 21 anos de idade, em 1962, escreveu o seu primeiro livro, Setembro não tem sentido. O segundo foi Sargento Getúlio, em 1971.
Consagrado como um marco do romance brasileiro moderno, Sargento Getúlio levou João Ubaldo, segundo a crítica, a uma vertente literária que reúne o melhor dos escritores Graciliano Ramos e Guimarães Rosa. A história é temperada com a cultura e os costumes do Nordeste brasileiro e, em particular, dos sergipanos. Esse regionalismo extremamente rico e fiel dificultou a versão do romance para o inglês, obrigando o próprio autor a fazer esse trabalho.
Com informações do portal G1
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