Manuscrito inédito de Borges
06 DE setembro DE 2013
foto:photopin[/caption]Bibliotecários encontraram nos depósitos da hemeroteca da Biblioteca Nacional da Argentina um manuscrito inédito do escritor Jorge Luis Borges, informou, nesta quinta-feira, a imprensa local.
Os responsáveis pela descoberta, identificados como Laura Rosato e Germán Álvarez, encontraram uma espécie de final alternativo ao conto "Tema do traidor e do herói", escrito por Borges e publicado pela primeira vez em 1944, como parte do livro Ficções.
O apontamento, com a "inconfundível letrinha de Borges", como descreveu o diretor da Biblioteca, Horacio González, estava no interior do exemplar número 112 da revista Sul.
O achado parece planejado pelo autor de O Aleph, já que, em "Tema do traidor e do herói", o bisneto do protagonista descobre um artigo manuscrito em arquivos.
"Trata-se do primeiro manuscrito importante de Borges que está em custódia do Estado argentino, já que todos os outros foram vendidos para o exterior ou se encontram em mãos privadas", assegurou o diretor de Cultura da Biblioteca Nacional ao jornal La Nación.
González assinalou que a peça ajuda a conhecer o método de trabalho deste genial escritor argentino, tendo em vista que "cada detalhe é muito significativo", e antecipou que a peça será exibida na própria Biblioteca Nacional, instituição que Borges dirigiu entre 1955 e 1973.
Fonte: Terra
A BSP possui alguns livros de Borges em seu acervo, veja:

História da eternidade
(Editora Companhia das Letras)
Coletânea de ensaios, História da eternidade não é exatamente um livro acadêmico, mas um conjunto de inusitadas meditações e revisões sobre a idéia geral de Eternidade (eixo de uma compreensão panteísta da existência que o escritor argentino aceita) e seus desdobramentos, e sobre as teorias filosóficas particulares acerca do 'eterno retorno' e do chamado tempo circular. Todos esses ensaios levam o leitor ao domínio do insólito e a conclusões imprevisíveis e irônicas, evidenciando o pensamento segundo o qual nenhuma doutrina filosófica ou religiosa detém a palavra final sobre a verdade do ser, nenhuma esgota a visão da problemática do homem e seu destino, bem como radicaliza o esforço de se refutar o tempo.

O outro, o mesmo
(Editora Companhia das Letras)
Nesta compilação retomada em 1974 como conjunto de poemas de Jorge Luis Borges (1899-1986), tem-se a demonstração evidente de como o poeta disputava, com todo o direito, seu lugar diante do Borges narrador e do ensaísta, que deram antes nome ao autor.

Sobre os sonhos e outros diálogos
(Editora Hedra)
Sobre os sonhos e outros diálogos reúne os diálogos entre Jorge Luis Borges e o poeta e jornalista argentino Osvaldo Ferrari, originalmente transmitidos pelo rádio, e mais tarde publicados no jornal Tiempo argentino. Ao todo são noventa diálogos travados em 1984 e 1985, divididos nesta edição em três volumes; 'Sobre os sonhos', 'Sobre a filosofia' e 'Sobre a amizade', em que o autor repassa sua obra, suas preferências literárias, sua vida entre os amigos de Buenos Aires e a Europa, e os assuntos que lhe foram caros por toda a vida, uma espécie de testamento literário, compreendendo as fixações finais de sua imaginação. Neste volume encontra-se o diálogo intitulado 'A ordem e o tempo', dois temas que comparecem prodigamente na ficção de Borges; 'Conrad, Melville e o mar', em que Borges observa que há escritores que foram capazes de sentir o mar de uma forma cabal sem nunca tê-lo visto. Também em um deles trata de Henry James e do conflito entre o mundo americano em que nasce e a Europa que deseja e adota; fala também aqui de sua admiração pelo gênero cinematográfico western que ele julga ressuscitar a ênfase épica, ou de sua relação com a obra de Dante Alighieri.
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