João Ubaldo Ribeiro na ABL
07 DE outubro DE 2013

Há 20 anos, em 1993, o escritor baiano João Ubaldo Ribeiro era eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL), na sucessão de Carlos Castelo Branco, para ocupar a cadeira nº 34.
João Ubaldo ganhou o Prêmio Camões de 2008, maior premiação para autores de língua portuguesa, além de ter algumas de suas obras adaptadas para a televisão e para o cinema.
É autor de romances como Sargento Getúlio, O sorriso do lagarto, A casa dos budas ditosos, que causou polêmica e foi proibido em alguns estabelecimentos, e Viva o povo brasileiro.
Conheça o que a BSP possui em seu acervo deste autor:

Sargento Getúlio
(Editora Nova Fronteira)
Ambientado no Nordeste dos anos 50, Sargento Getúlio narra a história de Getúlio Santos Bezerra, homem de confiança de um coronel de Sergipe, que precisa levar um preso político de Paulo Afonso até Aracaju. No meio do trajeto, uma reviravolta política faz com que as ordens se alterem - Getúlio não deve mais prosseguir com a missão. Desconfiado, determinado a cumprir à risca o serviço que lhe fora dado, o sargento parte em uma jornada que não terá outro destino a não ser o da violência e da morte.

Viva o povo brasileiro
Obra que confirmou definitivamente o lugar de João Ubaldo Ribeiro entre os maiores escritores de língua portuguesa, “Viva o povo brasileiro” foi lançado treze anos depois de “Sargento Getúlio”. Consagrado pela crítica e pelos leitores e considerado um dos mais importantes romances da literatura nacional, o livro se volta às origens do Recôncavo Baiano para recriar quase quatro séculos da história do país por meio da saga de múltiplos personagens. “Viva o povo brasileiro” se desenvolve em grande parte no século XIX, mas também viaja a 1647 e avança até 1977. Nele, realidade e ficção se misturam para criar um épico brasileiro com passagens heróicas e cômicas, tendo como pano de fundo momentos decisivos para a história do país, como a Revolta de Canudos e a Guerra do Paraguai.

O rei da noite
(Editora Objetiva)
Em O rei da noite, João Ubaldo Ribeiro se vale da inteligência dos que já viram de tudo para louvar o que é eterno (a beleza das mulheres, a amizade) e reduzir a pó aberrações como bicicletas ergométricas, suco de espinafre e restaurantes macrobióticos. Basta ler algumas crônicas, todas ambientadas em seus folclóricos e antológicos tempos de boemia alcoólica, para chegar à conclusão de que Ubaldo não perdeu o bom humor. Nem a majestade.

A casa dos budas ditosos
(Editora Objetiva)
Depois da “Gula” (Luis Fernando Verissimo), da “Ira” (por José Roberto Torero) e da “Inveja” (por Zuenir Ventura), chega agora a vez de João Ubaldo escrever sobre a luxúria na coleção Plenos Pecados. O livro traz a história de CLB, uma mulher de 68 anos, nascida na Bahia e residente no Rio de Janeiro, que jamais se furtou a viver - com todo o prazer e sem respingos de culpa - as infinitas possibilidades do sexo. Seriam as memórias desta senhora devassa e libertina um relato verídico? Ou tudo não passa de uma brincadeira do autor? Nunca saberemos. Importa é que ninguém conseguirá ficar indiferente à franqueza rara deste relato e a seu humor corrosivo.
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