João Silvério Trevisan e o tricotar literário
20 DE maio DE 2018
Foto: Equipe SP Leituras[/caption]“Existe um compromisso com a literatura que é tão profundo quanto o compromisso que você tem com o seu interior” (João Silvério Trevisan)
O Segundas Intenções de março aconteceu no sábado, 26, e contou com a presença do escritor, jornalista, ensaísta, diretor e dramaturgo João Silvério Trevisan. O bate-papo, mediado pelo jornalista Manuel da Costa Pinto, revelou significativas descobertas sobre a trajetória de Trevisan, permeada por suas obras de ficção e reflexão.
O autor conta que buscou, já bem cedo, refúgio na literatura, sempre gostou de escrever e encontrou, na ficção, uma forma de ingressar em um mundo muito mais amplo do que o espaço opressivo no qual vivia. Utilizou do cinema, das radionovelas e da literatura como elementos de uma "fórmula" para sobreviver em uma cidade pequena e na qual sentia que não se encaixava.
Para Trevisan, a literatura “complementa, oxigena, permite conversar com os demônios; ela permite conhecer outros mundos e, inclusive, dialogar com outros autores.” É a partir desse mergulho na palavra escrita, que ele aumenta sua lista de experiências literárias:
Testamento de Jônatas Deixado a David (1976)
As Incríveis Aventuras de El Cóndor (1980)
Em Nome do Desejo (1983)
Vagas Notícias de Melinha Marchiotti (1984)
Devassos no Paraíso (1986)
O Livro do Avesso (1992)
Ana em Veneza (1994)
Troços & Destroços (1997)
Seis Balas num Buraco Só: A Crise do Masculino (1998)
Pedaço de Mim (2002)
Rei do Cheiro (2009)
Pai, Pai (2017)
O Segundas Intenções com Trevisan trouxe também novidades, além de deixar os participantes ansiosos por descobrir um pouco mais sobre o autor: a sequência do livro Pai Pai (considerada em uma trilogia) e o relançamento de Devassos no paraíso.
O escritor falou sobre o processo de criação, salientando que “há ausências que são muito mais marcantes do que presenças”, descoberta recente durante o "nascimento" de Pai Pai, que ele classifica como início da trilogia da dor. “Eu não sou daqueles que despreza a dor humana. Acredito que a gente tem horror a dor, mas isso nos distancia de nós mesmos. A vida não é só o que achamos bonitinho", diz ele.
É neste processo de autodescobertas, autobiografias, autoficções e muita literatura, lida e escrita, que Trevisan encontra referências e cria obras como O livro do avesso, um livro que, aliás, reforça sua paixão e admiração pela literatura. E é aqui que ele afirma com todas as letras: “Eu adoro tricotar na literatura”.
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Foto: Equipe SP Leituras[/caption]Perdeu o encontro com Trevisan? É possível conferir não só essa (em https://youtu.be/djfi14tU-lI), mas todas as edições do Segundas Intenções no nosso canal do youtube: https://www.youtube.com/user/SPbiblioteca
Deixe também já marcado em sua agenda nosso próximo bate-papo: dia 9 de junho, a sua BSP recebe o jornalista esportivo José Trajano para que você já vá entrando no clima do Campeonato Mundial de Futebol. Vale lembrar que também haverá transmissão ao vivo pelo Facebook em https://www.facebook.com/BSPbiblioteca/
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