Insultos ácidos do mundo literário
07 DE maio DE 2015

Já aconteceu de você não suportar uma pessoa? Por possíveis méritos, deméritos, inveja ou por simples antipatia? Tudo bem, isso aconteceu também com importantes nomes da literatura mundial. Mentes refinadas e criativas capazes tanto de produzir maravilhas como destruir o trabalho dos outros.
Veja alguns comentários venenosos de alguns escritores:
Harold Bloom sobre J.K. Rowling
Como ler Harry Potter e a pedra filosofal? Bem, muito rapidamente, apenas para chegar ao fim. Por que lê-lo? Imagino que se uma pessoa não tiver nada melhor para ler, J.K. Rowling está de bom tamanho.
Robert Louis Stevenson sobre Walt Whitman
É como um cachorro gordo de pelo comprido, desses que é só afrouxar um pouco a coleira e já sai cavocando todas as praias e uivando para a lua.
Friedrich Nietzsche sobre Dante Alighieri
Uma hiena que escreve poesias em cima das tumbas.
Vladimir Nabokov sobre Fiódor Dostoiévski
A falta de gosto de Dostoevski, o seu modo monótono de tratar os personagens que sofrem de complexos pré-freudianos, a forma como se diverte com as desventuras trágicas da dignidade humana... tudo isso é muito difícil de admirar.
Virginia Woolf sobre Aldous Huxley
Completamente bronco, imaturo e implicante.
H.G. Wells sobre George Bernard Shaw
Um menino idiota que grita no hospital.
Joseph Conrad sobre D.H. Lawrence
Sujo. Nada além de obsceno.
Dylan Thomas sobre Rudyard Kipling
O senhor Kipling… representa tudo que neste mundo canceroso gostaria que fosse diferente.
Ralph Waldo Emerson sobre Jane Austen
Os romances da senhorita Austen… me parecem vulgares no tom, estéreis artisticamente, presos na chatice convencional da sociedade inglesa, nada geniais, nada inteligentes em relação ao conhecimento do mundo. Nunca a vida foi assim estreita. O problema principal é a mente da escritora... é a sua propensão ao matrimônio.
Charles Baudelaire sobre Voltaire
Chateie-me na França, e a razão principal é que todos se parecem com Voltaire, o rei dos imbecis, o príncipe dos superficiais, o anti-artista, o porta-voz dos porteiros.
William Faulkner sobre Ernest Hemingway
Não adianta usar palavras que não exijam do leitor a consulta ao dicionário.
Ernest Hemingway sobre William Faulkner
Pobre Faulkner. Você realmente acredita que palavras difíceis suscitem fortes emoções?
Gore Vidal sobre Truman Capote
Em tudo se parece com uma dona de casa do Kansas, inclusive nos preconceitos.
Oscar Wilde sobre Alexander Pope
Existem dois modos para desprezar a poesia: desprezando-a ou lendo Pope.
Vladimir Nabokov sobre Ernest Hemingway
Em relação a Hemingway, o li pela primeira vez no início dos anos 1940, alguma coisa sobre saco, touros e sinos. Odiei.
Henry James sobre Edgar Allan Poe
Ter algum entusiasmo em relação a Poe é sinal de um estado de pensamento decididamente primitivo.
Truman Capote sobre Jack Kerouac
Isso não é escrever, é bater à máquina.
Mark Twain sobre Jane Austen
Não ganho nada em criticar livros, mas só o faço se realmente os odeio. Muitas vezes tentei escrever a Jane Austen, mas os seus livros me enlouquecem de tal modo que não consigo esconder todo o meu ódio. Tenho que parar toda vez que começo a ler Orgulho e preconceito porque me dá vontade de desenterrá-la e bater na sua cabeça com a própria tíbia.
Virginia Woolf sobre James Joyce
Ulisses é a obra de um nauseante estudante universitário que se espreme espinhas.
Vladimir Nabokov sobre Joseph Conrad
Não suporto o estilo “loja de souvenir” de Conrad. Os barquinhos dentro das garrafas, a sequência de clichês romantizados.
Fonte: Libreriamo.
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