Graciliano Ramos
21 DE março DE 2013
[caption id="attachment_26757" align="aligncenter" width="420" caption=""A gente vive, eu acho, é mesmo pra se desiludir e desmisturar”. Foto: Kurt Klagsbrunn."]
[/caption]Para celebrar o autor, confira um texto escrito pelo próprio.
Autoretrato aos 56 anos
Nasceu em 1892, em Quebrangulo, Alagoas.
Casado duas vezes, tem sete filhos.
Altura 1,75.
Sapato n.º 41.
Colarinho n.º 39.
Prefere não andar.
Não gosta de vizinhos.
Detesta rádio, telefone e campainhas.
Tem horror às pessoas que falam alto.
Usa óculos. Meio calvo.
Não tem preferência por nenhuma comida.
Não gosta de frutas nem de doces.
Indiferente à música.
Sua leitura predileta: a Bíblia.
Escreveu "Caetés" com 34 anos de idade.
Não dá preferência a nenhum dos seus livros publicados.
Gosta de beber aguardente.
É ateu. Indiferente à Academia.
Odeia a burguesia. Adora crianças.
Romancistas brasileiros que mais lhe agradam: Manoel Antônio de Almeida, Machado de Assis, Jorge Amado, José Lins do Rego e Rachel de Queiroz.
Gosta de palavrões escritos e falados.
Deseja a morte do capitalismo.
Escreveu seus livros pela manhã.
Fuma cigarros "Selma" (três maços por dia).
É inspetor de ensino, trabalha no “Correio do Manhã”.
Apesar de o acharem pessimista, discorda de tudo.
Só tem cinco ternos de roupa, estragados.
Refaz seus romances várias vezes.
Esteve preso duas vezes.
É-lhe indiferente estar preso ou solto.
Escreve à mão.
Seus maiores amigos: Capitão Lobo, Cubano, José Lins do Rego e José Olympio.
Tem poucas dívidas.
Quando prefeito de uma cidade do interior, soltava os presos para construírem estradas.
Espera morrer com 57 anos.
A BSP conta com vários clássicos de Graciliano para empréstimo. Veja alguns:
Vidas secas - Em 'Vidas secas', os personagens são impulsionados pela seca, áspera e cruel, e paradoxalmente a ligação telúrica, afetiva, que expõe naqueles seres em retirada a procura de meios de sobrevivência e um futuro.Fonte: Livraria Cultura.
Infância - Relato autobiográfico publicado em 1945.
Angústia - Marco do romance moderno brasileiro, 'Angústia' é a expressão máxima do embate entre a subjetividade do escritor e a realidade objetiva - que é sempre opressora, que se revela na figura de um pequeno funcionário e sua consciência de condenado à mediocridade.Fonte: Livraria Cultura.
Memórias do cárcere - 'Memórias do cárcere' é o testemunho de Graciliano Ramos sobre a prisão a que foi submetido durante o Estado Novo. Uma narrativa amarga de alguém que foi torturado, viveu em porões imundos e sofreu privações provocadas por um regime ditatorial.Fonte: Livraria Cultura.
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