Exposição sobre Mário de Andrade
01 DE julho DE 2013
Até o dia 28 de julho, o Itaú Cultural, em São Paulo, exibe exposição sobre o escritor modernista Mário de Andrade. A atração aborda o trabalho desenvolvido nos campos da gestão e da política cultural, atuação não tão conhecida de Andrade.
O autor de Macunaíma foi relevante para a democratização dos bens culturais, para a preservação do folclore e do patrimônio histórico e para a educação infantil. O público terá acesso a documentos, fotografias, músicas típicas, entre outros materiais.
Em 1935, Mário foi nomeado chefe da Divisão de Expansão Cultural e diretor do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo e, no cargo, fundou a Sociedade de Etnografia e Folclore. Nessa época, enviou ao Nordeste a Missão de Pesquisas Folclóricas, que registrou a cultura popular. Criou ônibus-biblioteca e a Discoteca Municipal, assim como os Parques Infantis – projeto educativo para filhos do proletariado paulista, de caráter inovador.
Além disso, após deixar o Departamento, Mário de Andrade produziu um anteprojeto do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico e Nacional (Sphan, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Iphan), para o governo federal, e trabalhou na recuperação de alguns imóveis, como o Convento de Embu. Depois, foi chefe da seção do Dicionário e Enciclopédia Brasileira do Ministério da Educação.
Visite o hotsite da exposição. A entrada é franca.
A Biblioteca de São Paulo possui em seu acervo algumas das obras de Mário de Andrade. Confira:

Amar, verbo intransitivo
Mário de Andrade destila sua verve modernista utilizando metáforas musicais, descrevendo cenas como se fossem imagens de cinema, discorrendo sobre teorias literárias e fazendo crítica de arte. Publicado em 1927 e traz palavras e expressões cotidianas de todo o país.

Contos de Belazarte
Publicadas inicialmente na revista América Brasileira em 1924, as histórias deste livro, contadas por Belazarte ao narrador, se passam nos bairros pobres de São Paulo. Empregando uma linguagem repleta de oralidade, algo incomum na época, Mário de Andrade apresenta um novo universo narrativo, que emerge com a modernização da cidade.

Os filhos da Candinha
Mario de Andrade começou seu trabalho como cronista em 1920, na revista Ilustração Brasileira, e prosseguiu em diversos jornais e revistas do país até sua morte, em 1945. Além de 'Os filhos da Candinha', Mário teve publicado postumamente o livro 'O turista aprendiz', o relato em forma de crônicas de sua viagem pela Amazônia em 1927 que serviu de inspiração para 'Macunaíma, o herói sem nenhum caráter'.
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