Do Modernismo à Tropicália
28 DE janeiro DE 2022
Crédito: Reprodução Apure os ouvidos e aumente o som. Na oficina Do modernismo à tropicália: diferentes modos de escutar canção e música brasileira, realizada entre os dias 20 e 28 de janeiro, o compositor e intérprete de música contemporânea, Gustavo Bonin, trouxe uma série de composições para os participantes descobrirem na prática como o Brasil sonoro se desenvolveu ao longo do século XX.
Das composições de Villa-Lobos apresentadas na Semana de Arte Moderna de 22 até o movimento tropicalista, existe um caminho percorrido pelos artistas construído a base de inovação, ousadia, experimentações e muitas críticas. Os arroubos trazidos nas composições de Villa-Lobos apresentadas durante os três dias do festival, com acordes dissonantes e novas construções rítmicas, abriram espaço para a chegada de novos instrumentos, sátiras e o uso de “ruídos”, hoje considerados comuns, mas que na época causaram grande estranhamento no público.
A multiplicidade estética e diferentes linguagens deram início a novas experimentações sonoras, aperfeiçoadas ao longo do tempo, em especial durante movimento tropicalista, que ampliou ainda mais a diversidade musical ao mesclar diferentes gêneros, como rock, pop, baião, caipira, entre outros. Os mutantes, Tom Zé, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Nara Leão, Torquato Neto são alguns dos expoentes do movimento, que terminou de forma abrupta por conta da ditadura.
Os encontros da oficina ainda abordaram as composições de artistas de décadas subsequentes, como Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção, Hermeto Pascoal, Grupo Rumo, Os Racionais, Naná Vasconcelos, entre outros, que continuaram com as experimentações musicais.
Quem desejar conhecer um pouco mais sobre essa trajetória, pode ouvir as músicas apresentadas nos três dias da Semana Moderna de 22, disponíveis no site do Sesc Digital.
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