Dar asas à imaginação é ponto de partida para qualquer projeto cultural
03 DE maio DE 2019
Crédito: Equipe SP Leituras
Já pensou em montar uma exposição fotográfica que reconte a memória da sua cidade? Ou que tal criar um jogo que faça referência às características físicas do território e envolva alunos do ensino fundamental? As bibliotecas municipais são um espaço propício não só para guardar livros, mas para a vivência de atividades culturais como essas. Mas organizar ideias criativas e colocá-las no papel em forma de projeto, pode representar um desafio. Se tem interesse em motivar ainda mais o público que frequenta a sua biblioteca, veja o que diz uma especialista no assunto.
“A elaboração de projetos culturais não vem acompanhada de receita ou modo de fazer”. A autora da frase é a museóloga Daniele Torres, do Cultura e Mercado, que liderou a capacitação “Projetos Culturais: elaboração, planejamento e gestão”, na Biblioteca de São Paulo, no dia 30 de abril.
Com atuação profissional em projetos em diferentes áreas, Daniele acumula experiência de 20 anos e a sensibilidade para assegurar que o projeto, seja ele pequeno ou grande, nasce de um conceito, um propósito. Subverter essa ordem, colocando a captação de recursos à frente, pode representar um risco de criar um projeto para agradar exclusivamente aos investidores.
Com o propósito definido, você vai precisar de equipe. Geralmente, o grupo de trabalho é pequeno, mas ter um quadro multidisciplinar faz muita diferença. Cada um, com suas habilidades e experiência, contribui para enriquecer o projeto.
“Para começar, faça-se algumas perguntas essenciais. Elas servirão de roteiro e darão pistas sobre a viabilidade do projeto. O quê? Por quê? Onde? Para quem? Quando? Quanto? Como avaliar?”, indica Daniele.
A ideia está em primeiro lugar, mas o autor do projeto pode – e deve – pesquisar, a partir da fase de planejamento, o histórico de projetos similares a fim de verificar se eles obtiveram captação, como foram viabilizados. Dessa forma, vai sendo construído um esboço de captação. “Mas atenção à regra número 1 da captação, citada pelo captador de recursos do terceiro setor, Marcelo Estraviz: conte com pelo menos 3 fontes diferentes de financiamento”.
Não dê pouca importância à definição da audiência. Ela ajudará a enxergar quem são seus potenciais investidores na medida em que você ajusta seu público ou localidade onde vai realizar o seu projeto.
O projeto ficou pronto? O ideal é marcar uma reunião presencial para fazer a apresentação. “Mas cuidado com as regras das empresas, ao entregar projetos que são quase presentes. Ou trambolhos, como foi o caso uma vez, na Vale, em que cada um dos gestores da equipe de cultura recebeu uma grande panela de barro cheia de bombons de cupuaçu”, relembra.
Para quem chegou até aqui, no texto, ou acompanhou a capacitação até o final, Daniele resume: “Não há fórmula mágica para fazer projetos relevantes. A melhor dica que eu dou é: fazer, exercitar, errar e começar de novo”.
Notícias
BibliON lança websérie Literatura pelo Mundo em clima de Copa
Produção reúne 11 especialistas para apresentar a literatura de diferentes países, com indicações de obras disponíveis na biblioteca digital
Postado em 13 DE junho DE 2026
Com 1071 participações de 127 municípios, 17º Seminário Internacional Biblioteca Viva encerra edição sobre bibliotecas verdes e ação cidadã
Terceiro dia foi dedicado à formação técnica, com cursos e visitas na Biblioteca de São Paulo e na Biblioteca Parque Villa-Lobos
Postado em 12 DE junho DE 2026
Copa do Mundo FIFA 2026: Biblioteca de São Paulo é ponto de troca de figurinhas
Venha completar seu álbum
Postado em 11 DE junho DE 2026
17º Seminário Internacional Biblioteca Viva debate sustentabilidade e marca o lançamento do selo editorial e audiovisual SP Leitores
Com mais de 400 participantes, primeiro dia do evento discutiu o papel transformador das bibliotecas públicas na crise socioambiental, segurança alimentar e saberes tradicionais
Postado em 10 DE junho DE 2026
