Crianças criam cadernos com artista plástico
22 DE janeiro DE 2018

Emoção, diversão e muita criatividade marcaram a oficina Criando um Caderno de Viagem, liderada pelo artista plástico Rubens Matuck, no sábado, dia 20 de janeiro, aqui na Biblioteca Parque Villa-Lobos. Crianças e adultos reuniram-se para aprender a construir cadernos exclusivos e aproveitaram o bate-papo com Matuck para conhecer um pouco da história desses agrupamentos de folhas e trocar experiências sobre arte.

Augusto veio com a esposa, filhas e netos para reencontrar o amigo Matuck, que, não por coincidência, foi professor de arte de sua mãe, dona Joana. Augusto e Matuck relembraram um dos projetos que fizeram em conjunto: um desenho animado que, segundo o artista plástico, só se concretizou graças ao conhecimento de câmera do colega, nos tempos da escola. Conhecimento, aliás, foi o tema da troca durante toda a oficina, que terminou com visita guiada pelo próprio autor da Exposição-Caderno: Villa-Lobos 2015/2017, Rubens Matuck

Para a atividade, Matuck separou materiais simples como folhas de papel, linha e palitos de dente, além de lápis de cor. Logo no início da oficina, compartilhou detalhes sobre o surgimento desse tipo de peça na história da Humanidade e as variações do objeto que, segundo ele, pode ser traduzido como um depositário de ideias. Ideias que foram instigadas por Matuck durante todo o tempo no qual a turma esteve trabalhando em duas grandes mesas no deck da biblioteca.

Thalia, de 17 anos, e Léo, de 16, já haviam executado antes as tarefas que resultam na confecção dos cadernos. Das dobraduras, passando pela costura e chegando à ilustração das páginas, os dois dominavam as técnicas apresentadas pelo artista plástico que é professor de ambos, em escola regular na região, a Escola Fazarte. Não houve dificuldade nas manobras, o desafio ficou mesmo para a parte criativa, acompanhada de perto por Matuck, que fez pequenas sugestões na finalização dos trabalhos de Thalia e Léo. Uma mandala de flores coloridas foi a opção dela e retratar um ídolo, a dele.

Por sua vez, Lígia, que nunca havia feito um caderno dessa maneira, ficou satisfeita com o resultado da oficina. Realizando cada uma das tarefas ao lado do filho Francisco, de 7 anos, Lígia veio de Cotia, município vizinho da capital paulista, especialmente para a atividade. Cada dobradura foi feita com o olhar atento do pequeno, que abriu seu caderno com um colorido gato cheio de detalhes. Lígia, depois de dedicar-se ao "costurar" as páginas, jogou-se nas cores de um registro abstrato. Matuck, vendo o empenho de ambos, reforçou a possibilidade de reproduzirem depois, sozinhos, a atividade.

Ressaltando que cada um dos cadernos deveria ter a marca pessoal dos participantes (leia-se dedos "sujos" de tinta e rabiscos no lugar de letras etc.), Matuck acompanhou, em especial, o ritmo dos menores, inclusive respondendo questões que iam além do tema da oficina. De forma generosa, o artista plástico que é avô de dois, dedicou tempo e atenção a cada um dos participantes e fez da atividade um momento de arte e afeto, inesquecível para todos. Como sua arte e até colocando a "mão na massa" ao auxiliar cada um dos que estavam em volta da grande mesa, Matuck deixou, ele sim, sua marca na obra dos demais e o fez em forma de carinho.



Fotos: Equipe SP LeiturasNotícias
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