Cortázar, 99 anos
26 DE agosto DE 2013
foto: photopin[/caption]Se vivo fosse, o escritor Julio Cortázar completaria hoje, 26 de agosto, 99 anos.
Nascido em 1914, em Bruxelas, Cortázar era filho de pai diplomata e mudou-se para a Argentina com quatro anos de idade. Formou-se professor em Letras em 1935 e deu aulas de literatura na Facultad de Filosofía y Letras de la Universidad Nacional de Cuyo, na Argentina, mas renunciou ao cargo quando Perón assumiu a presidência do país.
Em 1951, aos 37 anos, Cortázar, por não concordar com a ditadura argentina, partiu para Paris, onde acabou se instalando definitivamente. Quatro anos antes, por intermédio de Jorge Luis Borges, publicou o conto "Casa Tomada", o primeiro do livro Bestiario, na importante revista Anales, de Buenos Aires.
Em 1956 foi publicado o volume Final do jogo. Em 1962, lançou Histórias de Cronópios e Famas, e o ano de 1963 marcou o lançamento de O jogo da amarelinha, seu grande sucesso, com cinco mil cópias vendidas no mesmo ano.
É ainda durante os anos de Paris que aceitou traduzir toda a obra em prosa de Edgar Allan Poe, ainda hoje considerada como a melhor tradução em espanhol desse autor.
Cortázar se envolveu politicamente na libertação da América Latina sob regimes ditatoriais. Em novembro de 1970, viaja ao Chile e se solidarizou com o governo de Salvador Allende.
Sua vasta obra inclui volumes de contos, romances e poesia: As armas secretas (1959); Histórias de cronópios e de famas (1962); Todos os fogos o fogo (1966); Volta ao dia em 80 mundos (1964); Último round (1969); Octaedro (1974); Queremos tanto a Glenda (1980); e Deshoras (1982).
O escritor morreu em 1984, de leucemia.
A BSP possui algumas obras do Julio Cortázar, confira:

Histórias e cronópios e de famas
(Editora Best Bolso)
Nesta coleção de narrativas curtas, Cortázar apresenta uma visão sobre acontecimentos cotidianos, promovendo uma reinvenção do mundo aos olhos do leitor. E ainda nos convida mais uma vez para um universo fantástico, com criaturas como os cronópios, seres verdes e úmidos que vivem de poesia, e os famas, que são mais práticos e organizados.

O jogo da amarelinha
(Editora Civilização Brasileira)
Em 1963, um romance de Julio Cortázar se junta à série de grandes obras publicadas por escritores latino-americanos. Um livro difícil, que apresenta uma série de técnicas inovadoras e se inscreve dentro do espírito da vanguarda. 'O jogo da Amarelinha' é um labirinto literário no qual Cortázar discute os questionamentos do homem diante de seu destino, conflitos, dúvidas e paixões. Dividido em três partes, pode ser lido de diversas formas. Cada leitor cria o seu próprio livro e ritmo.

As armas secretas
(Editora Civilização Brasileira)
Este livro reúne cinco contos de Julio Cortázar. São relatos fantásticos como o conto 'O perseguidor', que é a história de um músico de jazz negro, inspirado no saxofonista Charlie 'Bird' Parker e 'As babas do diabo'.

Volta ao dia em 80 mundos
(Editora Civilização Brasileira)
Divididos em dois volumes, 'A volta ao dia em 80 mundos' e 'O último round' rompem com o modelo clássico de narrativa e apresentam ao leitor uma coletânea de citações, recortes de jornais, ensaios, contos, poemas e comentários alternados com ilustrações e fotografias que tratam de temas diversos como boxe, política, novas técnicas culinárias, Paris, sadismo, entre outros. Os textos, com tradução de Ari Roitman, foram reunidos numa edição que respeita os formatos originais dos livros, tal como foram pensados pelo autor.
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