Celebração da palavra abre programação do Festival Literário Libertas
24 DE setembro DE 2020
Saiba mais sobre os convidados e mediador:
Beatriz Hakim é poeta e se define em poema: “Do mais profundo do abismo cai. Com fé e determinação escolhi escalar rumo ao topo para voar como águia.”
Camila Lopes Felizardo é graduanda em Serviço Social pela PUC de São Paulo. Integrante do Grupo de Pesquisa em Segurança, Violência e Justiça, na UFABC, e do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Educação em Regimes de Privação da Liberdade, na USP. Egressa do sistema prisional e autora participante do cordel Engaiolaram-nos, publicado pela N-1 Edições e pela Editora Hedra.
Débora Antunes é ex-presidiária, confeiteira, integrante da Por Nós e da liderança da Central Única das Favelas. Deu a volta por cima e se considera uma vencedora.
Gih Trajano conheceu a poesia ainda dentro do sistema penitenciário, participando semanalmente do Sarau Asas Abertas. Foi assim que descobriu seu talento para a improvisação e declamação. Hoje, apenas três anos depois, já publicou em três coletâneas poéticas, participou de diversas palestras, mesas e debates sobre literatura no cárcere, e é bicampeã do Slam do Grito. Integra o time do Sarau Asas Abertas, declamando poesia em suas visitas às unidades da Fundação CASA, sempre acreditando que a poesia pode transformar vidas.
Kric Cruz é MC do grupo de rap Comunidade Carcerária, educador cultural, palestrante, compositor, ator, pai coruja, militante autônomo e abolicionista penal. Passou 28 anos em diferentes penitenciárias, sendo mais de 20 anos deles no Carandiru. Integra a Associação de Amigos e Familiares de Presos e a Frente Estadual pelo Desencarceramento de São Paulo. Atualmente, trabalha com oficinas culturais no CEU Vila Atlântica e CIEJA Perus, ambos na cidade de São Paulo.
Regina Saraiva passou duas vezes pelo cárcere. Faz cinco anos que está na rua, tornando-se professora de necropsia. Seus relatos sobre a vivência no cárcere são extensos e os aprendizados também.
Renan Inquérito utiliza música e literatura como ferramentas de transformação e interferência social. Rapper, compositor, mestre em Geografia e Poesia, doutor em Educação, escreveu os livros #Poucas Palavras (2011) e Poesia Pra Encher a Laje (2016). Além dos palcos, percorre escolas e unidades da Fundação CASA, realizando saraus, shows, debates e oficinas. Universidades, presídios e bibliotecas são territórios comuns para sua arte. Suas letras já foram temas de vestibulares e são frequentemente utilizadas em aulas e livros didáticos, provando a afinidade do rap com a poesia e a literatura.
O público-alvo do evento é composto por egressos do sistema prisional e familiares, gestores e servidores do sistema penitenciário e socioeducativo, profissionais das áreas da Cultura, Biblioteconomia e Ciência da Informação, Leitura e Literatura, e interessados no tema. Importante lembrar que o link para acesso à plataforma será enviado um dia antes da atividade. Questionário de avaliação e certificado serão encaminhados em até uma semana após o evento.
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