Brasil perde Millôr
29 DE março DE 2012
Ao longo dos quase 70 anos de carreira, passou pelos veículos impressos mais importantes do país, fundou, com outros humoristas, o jornal O Pasquim, combateu a censura, colecionou prêmios como dramaturgo e publicou dezenas de livros.
As frases de Millôr, que se autodefinia como um "escritor sem estilo", inundaram a internet através de portais de notícias e redes sociais.
"Esta é a verdade: a vida começa quando a gente compreende que ela não dura muito."
"Viver é desenhar sem borracha."
"Chama-se de herói o cara que não teve tempo de fugir."
"A gente só morre uma vez. Mas é para sempre."
"Livre pensar é só pensar."
"A alma enruga antes da pele."
"Morrer é uma coisa que se deve deixar sempre pra depois."
[caption id="attachment_13852" align="alignnone" width="533" caption="Millôr Fernandes (Foto: divulgação)"]
[/caption]Millôr se foi, mas seu legado permanece. Os títulos que seguem abaixo estão disponíveis para empréstimo na BSP. É assim que manteremos vivo o gênio do humor.
O mundo visto daqui

O mundo visto daqui é uma seleção de textos e ilustrações da obra de Millôr publicados na imprensa durante os anos de 1980 a 1983 - uma mostra das suas formas de humor e de contestação da realidade.
Millôr definitivo: a bíblia do caos

Millôr Definitivo é uma síntese do pensamento de Millôr Fernandes. Frases que narram a nossa história e traduzem de maneira genial o que se viu, sonhou, sofreu e vibrou nestas últimas décadas.
Trinta anos de mim mesmo

Em 30 anos de mim mesmo, Millôr Fernandes faz uma viagem no tempo partindo do início de sua carreira, em 1943 - com apenas 19 anos - até 1972. Para cada ano, o escritor selecionou um ou mais textos e desenhos, publicados nos mais importantes jornais e revistas da época. A escolha de textos foi realizada a partir de diferentes formas de humor que o autor desenvolveu ao longo dos anos. Recortes instantâneos que permitem traçar uma reflexão artística e histórica de Millôr.
Ministério de perguntas cretinas

Ministério das perguntas cretinas é uma coletânea de frases criadas por Millôr Fernandes, com ilustrações de Jaguar, que brincam com a língua portuguesa e os diversos sentidos de suas palavras e expressões.
Kaos

Antes de o mundo ser mundo, antes de o homem existir, na era do vazio infinito, o nada reinava absoluto. Depois ouviu-se um bang, um Big-bang, e a vida surgiu, frágil e indefesa. E o que veio depois? Para Millôr Fernandes, veio o Kaos. Millôr recria a loucura cotidiana nesta peça que expõe as neuroses e coloca o dedo nas feridas da humanidade. Contra a apatia, o comodismo e a anestesia do senso crítico, ele administra doses de ironia pura. Nada escapa - nem os aiatolás, nem o lixo atômico, nem os meios de comunicação, nem a pobreza, nem a morte e nem Deus.
100 fábulas fabulosas

A sátira virada de ponta-cabeça por um dos mais respeitados e queridos escritores do país para falar da realidade brasileira e da condição humana. As fábulas são um verdadeiro clássico de Millôr, e este livro reúne cem histórias inéditas e de qualidade insuperável.
Um nome a zelar

Nenhum nome seu é igual ao outro. Mas todos, misteriosamente, são Millôr - no traço propositalmente imperfeito ou ingênuo, na delicada mescla de cores, na justaposição de elementos, nas alusões líricas e, sobretudo, na graça. Com isso, transforma a sua assinatura em obra, em auto-retrato.
Abecedário do Millôr para crianças

Millôr Fernandes apresenta o seu primeiro livro infantil, um á-bê-cê diferente, discutido, recriado e ampliado por Guto & Susan. Pela primeira vez as letras, todas as letras, do nosso alfabeto examinadas pelo seu aspecto físico. Uma brincadeira educacional e emocional dirigida aos jovens e também aos pais que resolverem ajudar os filhos. E, ocasionalmente, ficarem envergonhados - e orgulhosos quando contarem pros amigos - com a sensibilidade desses garotos danados.
A verdadeira história do paraíso

Em 'A Verdadeira História do Paraíso', Millôr reconta a fábula do pecado original que escandalizou a moral brasileira quando lançada originalmente em encartes na revista O Cruzeiro em 1963 que, devido a pressão pública, motivou a demissão de Millôr do então maior fenômeno editorial brasileiro. Com ilustrações recuperadas a partir dos originais, guardados no arquivo de Millôr Fernandes por mais de 40 anos, o livro é uma sátira muito bem-humorada a um dos principais tabus humanos.
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